Cristo está na sua vida?...

Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores... Mateus 7:15

Somos seguidores de Cristo, não de homens - Gálatas 1:10        

Domingo, 20 de Fevereiro de 2005

- Pedro e seu machado



Pedro
e seu machado






Pedro, um lenhador, após um grande trabalho em uma área de desmatamento, se
viu desempregado. Após tanto tempo cortando árvores, entrou no corte!



A madeireira precisou reduzir custos...



Saiu, então, à procura de nova oportunidade de trabalho. Seu tipo físico,
porém, muito franzino, fugia completamente do biótipo de um lenhador.



Além disso, o machado que carregava era desproporcional ao seu tamanho.



Aqueles que conheciam Pedro, entretanto, julgavam-no um óptimo profissional.



Em suas andanças, Pedro chegou a uma área reflorestada que estava começando
a ser desmatada. Apresentou-se ao capataz da madeireira como um lenhador
experiente.

E ele o era! O capataz, após um breve olhar ao tipo miúdo do Pedro e, com
aquele semblante de seleccionador implacável, foi dizendo que precisava de
pessoas capazes de derrubar grandes árvores, e não de "catadores de
gravetos".

Pedro, necessitando do emprego, insistiu. Pediu que lhe fosse dada uma
oportunidade para demonstrar sua capacidade. Afinal, ele era um profissional
experiente!

Com relutância, o capataz resolveu levar Pedro à área de desmatamento.



E só fez isso pensando que Pedro fosse servir de chacota aos demais
lenhadores. Afinal, ele era um fracote...



Sob os olhares dos demais lenhadores, Pedro se postou frente a uma árvore de
grande porte e, com o grito de "madeira", deu uma machadada tão violenta que
a árvore caiu logo no primeiro golpe. Todos ficaram atónitos! Como era
possível tão grande habilidade e que força descomunal era essa, que
conseguira derrubar aquela grande árvore numa só machadada?

Logicamente, Pedro foi admitido na madeireira.



Seu trabalho era elogiado por todos, principalmente pelo patrão, que via em
Pedro uma fonte adicional de receita.



O tempo foi passando e, gradativamente, Pedro foi reduzindo a quantidade de
árvores que derrubava. O fato era incompreensível, uma vez que Pedro estava
se esforçando cada vez mais. Um dia, Pedro se nivelou aos demais.



Dias depois, encontrava-se entre os lenhadores que menos produziam...



O capataz que, apesar da sua rudeza, era um homem vivido, chamou Pedro e o
questionou sobre o que estava ocorrendo. "Não sei", respondeu Pedro, "nunca
me esforcei tanto e, apesar disso, minha produção está decaindo".



O capataz pediu, então, que Pedro lhe mostrasse o seu machado.



Quando o recebeu, notando que ele estava cheio de "dentes" e sem o "fio de
corte", perguntou ao Pedro: "Por que você não afiou o machado?".

Pedro, surpreso, respondeu que estava trabalhando muito e por isso não tinha
tido tempo de afiar a sua ferramenta de trabalho. O capataz ordenou que
Pedro ficasse no acampamento e amolasse seu machado. Só depois disso ele
poderia voltar ao trabalho. Pedro fez o que lhe foi mandado.



Quando retornou à floresta, percebeu que tinha voltado à forma antiga: conseguia derrubar as árvores com uma só machadada.



A lição que Pedro recebeu cai como uma luva sobre muitos de nós -
preocupados em executar nosso trabalho ou, pior ainda, julgando que já
sabemos tudo o que é preciso, deixamos de "amolar o nosso machado", ou seja,
deixamos de actualizar nossos conhecimentos. Sem saber por que, vamos
perdendo posições em nossas empresas ou nos deixando superar pelos outros.

Em outras palavras, perdemos a nossa potencialidade.



Muitos avaliam a experiência que possuem pelos anos em que se dedicam àquilo
que fazem. Se isso fosse verdade, aquele funcionário que aprendeu, em 15
minutos, a carimbar os documentos que lhe chegam às mãos, depois de 10 anos
na mesma actividade poderia dizer que tem 10 anos de experiência. Na
realidade, tem 15 minutos de experiência repetida durante muitos anos.



A experiência não é a repetição monótona do mesmo trabalho, e sim a busca
incessante de novas soluções, tendo coragem de correr riscos que possam
surgir.

É "perder tempo" para afiar o nosso machado.

 


Autor
Desconhecido


 



Liberdade Cristã editou às 21:59
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